ESEC dos Tupiniquins
SP

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Áreas de Observação

Estação Ecológica dos Tupiniquins

Trata-se unidade de conservação de proteção integral, situada ao longo da costa dos municípios paulistas de Cananéia, Peruíbe e Itanhaém, que tem como objetivo a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas.

Fazem parte da Estação Ecológica Tupiniquins (ESEC-T) os seguintes acidentes geográficos: Ilha de Peruíbe, com área aproximada 2,25 hectares; Ilha de Cambriú, com área aproximada de 23 hectares; Ilha do Castilho, com área aproximada de 6 hectares e o conjunto formado pela Ilha Queimada Pequena, Ilhote e Laje Noite Escura, com área aproximada de 12 hectares. Também o entorno marinho de cada uma das ilhas e da laje antes referidas, num raio de um quilômetro de extensão a partir da rebentação das águas nos rochedos e nas praias, integra a Unidade de Conservação.

São ilhas rochosas posicionadas da seguinte maneira: Queimada Pequena representa a porção mais externa do setor setentrional da ESEC. Castilho representa a porção mais externa do setor meridional. Peruíbe representa a porção mais costeira do setor setentrional. Cambriú representa a porção mais costeira do setor meridional da ESEC, estando localizada a cerca de 800m da Ilha do Cardoso.

A única fonte de água doce dessas ilhas provém da chuva. Toda a água doce que se acumula nestas ilhas é contaminada por coliformes provenientes das fezes de aves marinhas, não sendo próprias para consumo. “De uma forma geral, as ilhas da ESEC-T mais próximas à costa estão submetidas a uma maior carga de sedimentação e influência de água doce proveniente de rios costeiros, apresentando águas com menor visibilidade. Moura (2002) encontrou variação de visibilidade máxima (vertical) entre um e cinco metros para as Ilhas de Peruíbe e Cambriú; até 15m para as Ilhas Queimada Pequena e Castilho. A Ilha de Peruíbe é a que apresenta comumente menor visibilidade da água, por ser a mais costeira e devido à proximidade da barra do Rio Guaraú. Moura, op cit, observou que além da influência natural da descarga de água doce e de sedimentos fluviais, diversas alterações antropogênicas de grande monta estavam sendo empreendidas na barra do Rio Guaraú, desde a década de 1970, incluindo o deslocamento da barra do centro para o canto esquerdo da praia, em concomitância com a construção de um molhe, fatores que contribuíram para o aumento da quantidade de material em suspensão na água. Uma camada de sedimento fino recobre boa parte dos fundos rochosos, incluindo as comunidades de organismos bentônicos, como algas e invertebrados”.

“A vegetação das ilhas pertence ao Domínio Mata Atlântica. Existe Mata Atlântica com estrato arbóreo e sub-bosque nas Ilhas Queimada Pequena e Castilho, Cambriú e Peruíbe (Angelo, 1989; Campos et alii, 2004). Algumas famílias presentes nas ilhas, como as begoniáceas, bromeliáceas, cactáceas e orquidáceas são características de restingas, cordões arenosos, planícies e praias continentais, sendo que nas ilhas apresentam hábitos rupícolas, constituindo um jundu rupestre. Estas vegetações bordejam a parte superior das ilhas e se encaixam em frestas, criando um ambiente atrativo para ninhos de aves marinhas (Campos et alii, 2004). Nas ilhas Castilho e Cambriú, além destas vegetações, encontram-se campos graminosos. Nos levantamentos expeditos de campo, Bertani (2008) registrou para a ESEC dos Tupiniquins 62 espécies distribuídas em 38 famílias, sendo que quase a totalidade das espécies amostradas apresenta registros nas florestas de restinga ou de planície litorânea e de encosta da mata atlântica, encontradas nos municípios próximos como Peruíbe, Itanhaém, Cananéia e Iguape”.

Algumas espécies migratórias cuja presença na Estação Ecológica encontra-se registrada no Cadastro Nacional das Unidades de Conservação: trinta-réis-real (Thalasseus maximus), no período de julho a setembro/2011; garajau-comum (Thalasseus sandvicencis), no período de julho a setembro/2011; trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea), no mês de julho/2011, e falcão-peregrino (Falco peregrinus), no período de novembro/2011 a março/2012.

É interessante notar que o garajau-comum (Thalasseus sandvicencis) não consta da Lista de Aves do Brasil do CBRO e, consequentemente, também não consta da lista do Wikiaves.

O garajau-comum é uma ave “marinha pertencente à família Sternidae. É um dos maiores membros da sua família. Caracteriza-se pela plumagem branca, pelo barrete preto, e pelo bico preto com a ponta amarela. Nidifica em zonas costeiras do norte e do centro da Europa. Ocorre ao longo da costa portuguesa principalmente durante as passagens migratórias, havendo também uma pequena população invernante”.

Infelizmente não há informações sobre a presença, na ESEC-T, do garajau-comum em outros anos. Fica aí o desafio para os intrépidos passarinheiros do Wikiaves.

História

A Estação Ecológica Tupiniquins foi criada pelo Decreto-Federal 92964 em 21 de julho de 1.986.

Infra-estrutura

Não há infra-estrutura.

Não há presença humana.

Fechado a visitação devido à categoria.

No caso de atividades de Educação Ambiental e Pesquisa Científica, entrar em contato diretamente com a chefia da unidade para planejamento. Quem consegue permissão deve levar todo o necessário, inclusive água potável, pois lá não tem.

Endereço da Unidade Gestora

Rua Dom Sebastião Leme, 135, Itanhaém SP

Telefones: (13) 34272924 e 34276832

E-mail:

Lucia.guaraldo@icmbio.gov.br

luciaguaraldo004@gmail.com

esec.tupiniquins.sp@gmail.com

Últimos registros fotográficos

Últimos registros sonoros

Referências

Ministério do Meio Ambiente - Secretaria de Biodiversidades e Florestas - Departamento de Áreas Protegidas - Cadastro Nacional de Unidades de Conservação

http://sistemas.mma.gov.br/cnuc/index.php?ido=relatorioparametrizado.exibeRelatorio&relatorioPadrao=true&idUc=71

WIPIPEDIA

http://pt.wikipedia.org/wiki/Garajau-comum

AVES DE PORTUGAL

http://www.avesdeportugal.info/stesan.html